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Cybertchs: a tecnologia a favor da segurança

Somente nos últimos dois anos, startups movimentaram cerca de US$ 282 milhões em investimentos em cibersegurança.

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Desde 2020, quando a pandemia causada pelo novo Coronavírus se espalhou pelo mundo, foi preciso se reinventar. Entre as mudanças necessárias para conter a disseminação do vírus, o distanciamento social foi uma das mais marcantes, e que impactou diretamente  na forma como lidamos com os assuntos financeiros.

O internet banking e aplicativos para celulares nunca foram tão úteis e necessários. Até mesmo, a utilização de aplicativos voltados a finanças cresceu 65% no primeiro trimestre de 2021 no Brasil, segundo um estudo realizado pela AppsFlyer, empresa global de análise de dados para publicidade de aplicativos.

Mas, para que a vida digital fosse segura e tranquila, muitos investimentos foram feitos: assim como o uso de apps aumentou drasticamente, os ataques cibernéticos cresceram na mesma proporção, e têm impulsionado o ecossistema de cybertechs no Brasil e no mundo. 

De 2013 a 2021, o setor recebeu US$ 388 milhões em investimentos só no País, sendo que US$ 282 milhões desse total, ou seja, mais de 70% foram aportados somente nos últimos dois anos. As informações são do relatório Inside Cybertech Report, realizado pela plataforma Distrito em parceria com a Cisco. 

Outro estudo realizado sobre o tema, o Allianz Risk Barometer 2021, feito pela Allianz Global Corporate & Specialty, mostra que a segurança aparece pelo segundo ano consecutivo no topo da lista de prioridades das instituições. O levantamento foi publicado em janeiro deste ano e mostrou que os ataques cibernéticos estão entre as principais preocupações para as empresas que prestam serviços financeiros.

Atualmente, o Brasil conta com 205 startups destinadas à cibersegurança, das quais 45 tiveram investimentos até agora. Entre as startups que receberam aporte, está a Unico, a qual captou no início de agosto deste ano US$ 120 milhões em uma rodada série C. Agora, ela está avaliada em cerca de US$ 1,02 bilhão, e se tornou a primeira cybertech no Brasil a ganhar o título de unicórnio.



Áreas mais vulneráveis 

O  relatório Inside Cybertech Report, apontou quais as categorias de ativos que estão mais expostas e as principais ameaças de cyber no Brasil. Confira:

Fonte: Inside Cybertech Report / Distrito



Os prejuízos causados pelos ciberataques 

Entre 2020 e 2021, algumas grandes instituições sofreram graves ataques cibernéticos, colocando em risco dados de empresas, de clientes e em algumas situações até mesmo informações sigilosas de países e estados.

Um dos casos foi o do Grupo Fleury, referência em medicina diagnóstica, que sofreu um ataque hacker via ransomware, no dia 23 de junho deste ano. A empresa sofreu uma investida feita pelo o grupo REvil, o qual sequestrou os dados da entidade e  exigiu o pagamento de aproximadamente US$ 5 milhões por meio da criptomoeda Monero.

No ataque, a empresa teve a queda total de seu sistema, além de seu site e aplicativo, o qual os clientes utilizam para verificar resultados de exames. Porém, a principal ameaça feita pelos hackers foi a de publicar 450 GB de informações médicas, financeiras e pessoais de clientes do Grupo.

Outro caso de ciberataque que foi bastante comentado, foi ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 3 de novembro do ano passado, através de um  ransomware RansomEXX, o STJ teve seus dados sequestrados, o que  resultou na interrupção de julgamentos, além da suspensão de prazos processuais e da queda de seu sistema. 

Uma semana após o ocorrido o sistema voltou a funcionar. Não houve informações sobre valores pedidos pelos hackers.

Em um âmbito mais regional, no Rio Grande do Sul, o Tribunal de Justiça (TJ-RS) também foi vítima de um ataque cibernético. Entre os dias 28 de abril e 10 de maio de 2021, o acesso ao sistema e a processos do órgão ficaram inacessíveis por causa de uma investida do grupo REvil. Após a normalização do sistema, usuários alegaram falta de transparência na resolução do problema.

Estar preparado e com a segurança bem estruturada para possíveis ataques de hackers é importante para manter a segurança – e a boa reputação – da sua empresa. Por isso, as cybertechs podem ser boas aliadas para quem busca por meio da tecnologia proteção e tranquilidade.


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Fontes:
https://fintechsbrasil.com.br/2021/09/21/startups-de-ciberseguranca-levantaram-us-282-milhoes-em-investimentos-nos-dois-ultimos-anos-no-brasil/

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