Negócios

Venture: Entenda o que é e 4 termos derivados

8 de janeiro, 2021

Venture Capital, Corporate Venture, Joint Venture, Venture Builder… É muito provável que você já tenha ouvido falar de algum desses termos – por mais que não entenda exatamente o que significam.

Como é possível reparar, as quatro expressões citadas – dentre outras – derivam de um conceito comum: Venture. E por mais que possuam particularidades individuais muito relevantes – as quais vamos explicar na sequência – entender sua origem é a melhor forma de se habituar a tais termos. Vamos ver?

O que é e de onde vem o termo “Venture”?

Voltemos para a etimologia da palavra. Venture vem da mesma origem de adventure – ou seja, aventura. Mesmo alguém que não tem nenhuma relação com o ambiente de negócios sabe o que isso significa, não é mesmo?

Se aventurar é sinônimo de sentir – aquele – frio na barriga. É assumir o risco de quebrar a cara, de se decepcionar ou de fracassar monumentalmente. É dar um passo na escuridão, mergulhar na incerteza.

Mas porque alguém – em sã consciência – opta por se aventurar? Talvez você já saiba a resposta: por que (em muitos casos) vale a pena. Mil problemas podem – e irão – surgir, mas atingir o que se busca uma vez irá compensar.

No mundo dos negócios não é diferente. Pela mesma razão que alguns pulam de paraquedas ou escalam uma montanha, empreendedores apostam nas ventures pensando no retorno positivo que terão se o processo der certo.

Nunca antes houveram tantas oportunidades de negócios à solta. Hoje qualquer um pode agarrar uma lacuna de mercado e, em pouco tempo, criar uma solução  que gere grande impacto. Mas em especial nesse cenário de euforia para os empreendedores, não podemos deixar de esquecer que existem inúmeros riscos e incertezas. 

Assim, em meio ao ambiente fértil para inovação que caracteriza o mundo das startups, podemos definir uma venture como uma iniciativa – uma nova atividade ou um novo negócio – que envolve riscos e incertezas.

Simples, né? Agora que entendemos a origem, abrimos espaço para explicar os diversos termos que derivam daí. Separamos alguns bem relevantes. Vem ver!

1. Venture Capital

2. Corporate Venture

3. Joint Venture

4. Venture Builder

VENTURE CAPITAL

Traduzido livremente como “capital de risco”, é possível definir Venture Capital como o aporte de investimentos a empresas de pequeno e médio porte (startups, normalmente) – ainda que em estágio inicial – e possuem um alto potencial de crescimento rápido

Os recursos financeiros investidos tem como objetivo financiar a expansão do negócio mais rapidamente. Os investidores nesse tipo de operação podem ser pessoas físicas ou jurídicas, e são chamados de Venture Capitalists. Estes, buscam startups com potencial, visando sua alavancagem e tendo a expectativa de retorno ainda maior.

Segundo o último report da KPMG, por conta das baixas taxas de juros no Brasil, o nível de investimento em capital de risco continua a aumentar, mesmo durante a pandemia, com destaque para o mercado das Fintechs, seguido por Saúde e de Logística. A medida que o mercado de capital de risco amadurece no Brasil, mais novos negócios tendem a surgir em todo o território nacional.

CORPORATE VENTURE

Falando ainda de alavancagem, uma estratégia comumente adotada por grandes empresas do mercado tradicional é o investimento em startups, principalmente as que tem foco na mesma área de atuação do negócio.

Nesses casos, as corporações já estabelecidas costumam utilizar fundos empresariais para investir em negócios menores com os quais possam estabelecer uma relação ganha-ganha: proporcionam capital financeiro para catalisar o desenvolvimento das startups, e ganham em troca a aproximação com ambientes de inovação, além da expectativa por um retorno do investimento.

JOINT VENTURE

Outro termo bastante relevante no mundo dos negócios é Joint Venture. Diferentemente dos anteriores, ele não tem relação direta com investimento, mas sim caracteriza uma relação de parceria entre empresas.

Nada mais é do que a associação entre duas organizações visando a exploração de um novo projeto ou negócio. Nessa relação, as partes envolvidas reúnem seus recursos temporariamente, visando obter resultados e vantagens para os dois lados. 

Apesar de parecer que só tem vantagens, é comum que na hora da divisão dos resultados surjam possíveis conflitos entre as empresas, já que sua participação pode ser com diferentes tipos de capital: seja ele financeiro, matéria-prima, tecnologia, mão de obra, etc.

VENTURE BUILDER

Por fim, temos o conceito de Venture Builder. Ainda que venha ganhando relevância nos últimos tempos, esse termo ainda não é tão difundido e conhecido quanto os anteriores.

Por definição, as Venture Builders são como “fábricas de startups“. São tipos de organizações que utilizam seus recursos e ideias para criar novas startups, além de visar estabelecer uma sinergia entre estas.


E aí? Já conhecia esses termos? Esperamos que esse conteúdo tenha ajudado a esclarecer, de forma simples e direta, as diferenças entre os conceitos, ainda que estes possuam uma origem comum.

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