Negócios

Tipos de inovação: diferentes formas de se diferenciar e manter sua empresa competitiva

31 de outubro, 2020

Você já deve ter ouvido falar que a inovação deixou de ser uma opção e se tornou uma obrigação para qualquer empresa nos dias atuais. Clichês à parte, isso não poderia ser uma verdade maior, uma vez que vivemos em um contexto de mundo e, consequentemente, empresarial com um nível de complexidade e dinamicidade sem precedentes.

É exigido das empresas que se reinventem constantemente, a fim de se manterem – primeiramente – vivas, mas também adquirirem um destaque no mercado em que atuam. Nesse contexto, a inovação deve fazer parte da cultura empresarial, influenciando de forma sistêmica as proposições e decisões de todas as áreas. 

Ainda, é claro que existem diferentes níveis de intensidade das inovações, tendo como distinção mais comum as inovações radicais – nas quais uma mudança substancial e fortemente disruptiva é proposta – ou as inovações incrementais – que consistem em pequenas melhorias no que já existe.

Mesmo assim, é muito comum que profissionais sigam olhando para a inovação de maneira limitada, ao pensar que uma empresa só poderá ser inovadora se seu produto ou serviço principal for extremamente disruptivo dentro do mercado. Pelo contrário, existem diferentes formas de uma empresa se demonstrar inovadora e apresentar resultados a partir disso. O modelo das quatro áreas da inovação, originalmente proposto no Manual de Oslo – referência internacional em gestão da inovação da OCDE – resume bem essa pluralidade de opções. Confira:

(1) Inovação em produto ou serviço

Provavelmente o formato mais conhecido, a inovação em produto ou serviço consiste em divulgar uma oferta inusitada para o mercado, seja com a adição de alguma nova característica ou pela apresentação de algo nunca visto antes. É importante ressaltar que, para um produto ou serviço ser considerado uma inovação, é necessário que ele seja de fato implementado e impacte o mercado.

Pegando como cenário o mercado de meios de pagamento, o PIX é um recente exemplo de inovação em produto – leia nosso artigo para saber mais!

(2) Inovação em processo

Por vezes negligenciado dentro do contexto de inovação, repensar processos organizacionais é uma das formas mais valiosas de inovar. Metodologias que alteram o fluxo de trabalho, assim como a adoção de ferramentas, técnicas e sistemas entram neste tópico.

Tradicionalmente a inovação em processo tinha relação com a redução de custos e de tempo para a produção nas fábricas. Transpondo para o nosso cenário, adotar processos mais inovadores não só nos propicia gastar menos e aumentar a velocidade das entregas – ainda que estes sigam sendo fatores essenciais – mas também permite que os resultados sejam muito mais criativos e disruptivos.

Ótimos exemplos que estão presentes no nosso dia a dia são as Metodologias Ágeis e o Design Thinking! Não deixe de conferir nossos artigos sobre essas temáticas.

(3) Inovação em marketing

Na sequência, a inovação em marketing consiste em encontrar estratégias inusitadas para a apresentação, posicionamento e promoção das soluções da empresa. Ainda mais no cenário competitivo e, em alguns casos, saturado de formas de contato entre as marcas e os consumidores, esse se torna um pilar essencial.

Exemplos dentro desse tipo de inovação são a estratégia multimarca e, mais recentemente, o foco de atuação das Martechs.

(4) Inovação organizacional

Por fim, a inovação organizacional se relaciona às possibilidades de fugir do padrão tradicional no que tange o formato de negócio da empresa, assim como as práticas de gestão de pessoas  e o relacionamento com stakeholders.

Um bom exemplo de inovação organizacional é a atuação no formato de um Ecossistema Digital, como é o nosso caso por aqui. Além desse, o próprio caso da instituição de uma cultura horizontal ou da inovação aberta já são exemplos de inovação organizacional.

Viu como as possibilidades de manifestar a inovação em sua empresa são amplas? É claro que as opções vão inclusive além desses quatro pilares, mas usá-los como base para instituir a inovação de uma forma sistêmica no negócio é um ótimo primeiro passo. Afinal, o processo de reinvenção é cada vez mais é uma obrigação empresarial, e não uma mera fonte de diferenciação.

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