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Lifelong learning: entenda o conceito de aprendizado contínuo

19 de junho, 2020

Foi-se o tempo em que um diploma de uma universidade era a garantia vitalícia de sabedoria e sucesso no mundo empresarial. Atualmente, por mais valiosa que seja a fase educacional em nossas vidas, esse conhecimento não é mais o suficiente para nos preparar para o mundo do trabalho no longo prazo.

Tudo muda muito rápido. Verdades que consolidamos em dado momento podem se tornar obsoletas de uma hora para outra. Dessa forma, uma vez imersos no ritmo frenético de transformações que configura todas as instâncias da sociedade atualmente, os profissionais contemporâneos têm o consequente dever de se atualizarem constantemente, com o objetivo de manterem sua competitividade e diferenciação no mercado.

Um conceito que tem se difundido nos últimos tempos e explica muito bem essa ideia é o lifelong learning. Este, que em tradução literal significa “aprendizado ao longo da vida”, tem como intuito principal explicar a importância de buscarmos continuamente uma renovação de nossos conhecimentos. Formal ou informalmente, devemos ser eternos aprendizes. Ainda, explica-se que esse esforço por perenemente expandir o aprendizado deve ser proveniente de uma motivação interna de cada um por seu próprio desenvolvimento. 

Felizmente, em paralelo a essa necessidade de renovação de aprendizados e competências, temos em nossas mãos mais acesso à informação do que nunca. De alguma forma, a aquisição de novos conhecimentos acaba sendo uma atividade holística no dia a dia da maioria dos profissionais – mesmo que de forma inconsciente. Seja lendo ou assistindo às notícias, conversando com amigos e colegas de trabalho ou navegando pelas redes sociais, informações se agregam automaticamente ao nosso repertório intelectual.

Entretanto, é muito comum ver pessoas que, justificadas pelas altas demandas de trabalho do dia a dia, acabam limitando sua atualização ao que lhes é exposto passivamente. O problema está no fato de que, com uma visão maquiada de atualização, esses conhecimentos não geram uma real diferenciação para tais profissionais.

Então, nos deparando com essa situação de estagnação que é compartilhada pela grande maioria das pessoas em algum momento da vida, resgatamos uma prática já validada como um dos motivos pelos quais pessoas de sucesso chegaram aonde estão: definir metas diárias para se dedicar estritamente a estudar algo. Já ouviu falar da Regra das 5 horas?

Essa teoria, exposta pelo autor e empreendedor Michael Simmons, traz a fórmula para uma aprendizagem sistemática e recorrente ao longo de toda vida: dedicar – pelo menos – cinco horas semanais, ou seja, uma hora por dia, para aprender algo. Ainda que requeira dedicação para consolidar esse hábito no longo prazo, certamente os frutos compensam. Assim como Benjamin Franklin já dizia, “investir em conhecimento rende sempre os melhores juros”.

Inclusive, vários profissionais extremamente bem sucedidos já assumiram ter esse hábito como regra em suas vidas, dentre eles, Bill Gates, Elon Musk e Jack Ma. Pensando nisso, separamos abaixo algumas leituras recomendadas pelos nossos cofundadores, José Renato Hopf e Ricardo Galho, confira:

• Livro Plataforma: a revolução da estratégia por Marshall W. Van Alstyne e Sangeet Poul Choudary;

• Livro De um Gole Só: a história da Ambev e a criação da maior cervejaria do mundo por Ariane Abdallah;

• O Lado Difícil das Situações Difíceis: como construir um negócio quando não existem respostas prontas por Bem Horowitz;

• Sonho Grande: como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sucupira revolucionaram o capitalismo brasileiro e conquistaram o mundo – Prefácio de Jim Collins;

• A Revolução dos Bichos por George Orwell;

• De Zero a Um: o que aprender sobre empreendedorismo com o Vale do Silício por Peter Thiel.

Juntamente a eles, alguns de nós aqui da 4all – como bons curiosos e com a intenção de sermos sempre nossas melhores versões – já adquirimos esse método em nossa rotina. E queremos saber, quem mais já pratica? E, se ainda não, o que está esperando?

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