Negócios

Intraempreendedorismo: 4 grandes cases que provam o potencial da inovação interna

23 de novembro, 2020

É fácil identificar alguém com um perfil empreendedor: visionário, inteligente, criativo, estratégico, bem relacionado, com ideias para dar e vender. Às vezes, ainda na juventude já é possível mapear aqueles que, alguns anos depois, estarão abrindo e escalando seus próprios negócios.

Nesse contexto, algo que muitas vezes é subestimado é o potencial que as pessoas com esse perfil podem ter mesmo dentro de uma organização que não é sua. Por isso, viemos provar que é possível – e extremamente positivo para ambos os lados – ser um empreendedor sem possuir seu próprio CNPJ!

Como já falamos outras vezes (confira nosso artigo sobre tipos de inovação!), a inovação e a criação de novas frentes de negócio vem se tornando cada vez mais um processo sistêmico, podendo – e devendo – ser responsabilidade de qualquer um.

Quem sabe essa não será a virada de chave para você começar a pôr em prática suas ideias empreendedoras na empresa na qual trabalha? Vem ver!

O que é ser um intraempreendedor?

O intraempreendedorismo se caracteriza pela oportunidade de implementação de ideias e projetos empreendedores pelos colaboradores de uma organização. A atividade costuma iniciar em paralelo à atuação padrão do funcionário, mas em muitos casos a proposta dá tão certo que se torna um novo setor ou produto da empresa. 

O termo tem como origem a expressão do inglês “intrapreneur, que é uma abreviação de “intracorporate entrepreneuring”: empreendedorismo intracorporativo.

O conceito começou a se popularizar na década de 80 a partir do livro “Intrapreneuring: Why You Don’t Have to Leave the Corporation to Become an Entrepreneur”, publicado pelo autor e empreendedor norte-americano Gifford Pinchot.

Seja para a concretização de um projeto específico, para o estabelecimento de um novo pilar empresarial ou a criação de uma spin-off, os benefícios de se ter profissionais intraempreendedores em uma organização beneficiam todas as partes envolvidas.

Frente a isso, vale ressaltar o quão importante é estabelecer uma cultura organizacional que incentive esses comportamentos. Em termos gerais, as empresas que adotam a cultura horizontal tendem a potencializar as ações intraempreendedoras de forma natural.

Relação ganha-ganha entre a empresa e o colaborador

De um lado, as organizações ganham na medida em que a inovação é fomentada dentro de casa, deixando de se restringir aos altos executivos do negócio e se tornando um processo muito mais colaborativo.

Já na visão dos colaboradores, estes também tiram inúmeros benefícios desse processo. Primeiramente, é uma oportunidade para se desafiarem fora da sua zona de conforto, do seu cargo e função específica que costumavam ter dentro da organização.

Além disso, um ponto positivo do intraempreendedorismo em comparação com o empreendedorismo tradicional é que – por mais que a incerteza esteja sempre presente – estar dentro de uma organização já estabelecida permite que se assuma um risco maior, já que o ambiente protegido do negócio pode amenizar eventuais pivotagens. Outros pontos relevantes também são a aquisição espontânea do know-how de negócio da empresa-mãe para a iniciativa, assim como o networking que estar debaixo desse guarda-chuva gera.

4 grandes empresas que apostaram no intraempreendedorismo e obtiveram cases de sucesso

#1 Google (Gmail)

Um dos maiores exemplos de empresas que tem o intraempreendedorismo como cultura é o Google. Na empresa, é adotada a regra 80/20: de todo o tempo dedicado pelos colaboradores ao trabalho, 20% precisa ser para um projeto pessoal.

Essa prática, somada ao ambiente que visa potencializar a criatividade e a colaboração entre os colaboradores, foi responsável pelo surgimento de soluções que se tornaram grandes sucessos mundiais.

Talvez o maior exemplo seja – nada mais, nada menos – que o Gmail. Sim. O provedor de e-mail com mais usuários no mundo foi fruto de um projeto intraempreendedor!

#2 Facebook (Botão “Curtir”)

Uma ótima maneira de fomentar o intraempreendedorismo nas empresas é a partir de práticas como os hackathons – para saber mais sobre, leia nosso artigo sobre como utilizar o hackathon como instrumento de inovação.

Como prova de que essa atividade pode realmente trazer resultados intraempreendedores significativos, o botão de “curtir” do Facebook surgiu dessa forma! Não é pouca coisa, né?

#3 Sony (Playstation)

Outro caso extremamente relevante de intraempreendedorismo que gerou verdadeira disrupção na sua empresa – e no mundo – é o Playstation. Um colaborador da empresa acreditou no potencial da entrada do negócio no mercado de jogos e tomou a frente na implementação da ideia.

Ainda que com um receio inicial, a proposta foi comprada pelas lideranças da empresa e o resultado… dispensa maiores explicações.

#4 3M (Post-it)

Também existem casos nos quais o intraempreendedorismo ocorre de forma não intencional – mas nem por isso deixa de ter resultados surpreendentes.

Um ótimo exemplo é o caso da 3M. No fim da década de 60, um cientista da empresa buscava maneiras de produzir um adesivo para tecnologias aeroespaciais. Em uma tentativa, surgiu um adesivo com baixa adesão, de fácil e imperceptível remoção.

O resultado: os – tão amados – Post-its! Quem diria que uma iniciativa – para uma área totalmente diferente – poderia se tornar um caso de sucesso intraempreendedor que rendeu uma enorme fama e bons bilhões em faturamento para a 3M?


E aí? É preciso dar maiores explicações sobre o quanto criar uma cultura intraempreendedora na sua empresa pode ser válido? Esteja você em uma posição de liderança ou não, tome a frente e sustente o potencial do intraempreendedorismo! Garantimos: todas as partes envolvidas agradecerão.

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