Negócios

Futuro do trabalho: Como transformar um contexto de incertezas em oportunidades

9 de julho, 2020

Já há um tempo que conseguimos acessar notícias e fazer chamadas telefônicas a apenas um click. Mas, mesmo que soe estranho, no século passado profissões como as de entregadores de jornais e operadores de centrais telefônicas eram carreiras imprescindíveis para a sociedade. Talvez naquela época fosse difícil prever, mas as tecnologias se desenvolveram e fizeram com que ocupações como essas fossem fadadas à obsolescência.

De forma invariável, esse ciclo se repete e seguirá se repetindo com o passar do tempo. A diferença é que, diferentemente de décadas passadas, hoje nos deparamos com um panorama de mudanças em ritmo exponencial, com transformações disruptivas acontecendo do dia para a noite, desestabilizando por completo os adeptos ao status quo.

Enfrentamos atualmente um cenário de avanços tecnológicos de complexidade sem precedentes. Desde a própria internet, passando pelos universos de, por exemplo, big data, inteligência artificial e machine learning, as tecnologias atuais têm um potencial de transformação gigantesco no que tange ao mundo do trabalho. Em paralelo a isso, os crescentes eventos inesperados e as consequentes alterações na estrutura e comportamentos da sociedade – a atual situação de pandemia representa muito bem isso – nos assegura ainda mais a conjuntura mutante estabelecida.

Assim, imersos nesse mundo cada vez mais VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo – a visão nebulosa em relação às suas carreiras tende a gerar ansiedade nos profissionais atuais. Ainda em 2013, pesquisadores da Universidade de Oxford calcularam que em torno de 50% dos empregos dos Estados Unidos eram vulneráveis à automação. Passada quase uma década, essa possibilidade somada à instabilidade em diversas instâncias sociais e econômicas gera ainda mais tensão. Será que minha profissão será substituída por máquinas nos próximos anos? O que posso fazer para me preparar para esse universo de mudanças?

A única coisa que sabemos ao certo é que as respostas só o tempo nos dirá. Apesar disso, é totalmente possível adaptarmos nosso mindset e vermos o lado positivo nesse contexto de permanente inconstância. Abaixo, você pode conferir a nossa análise que justificam um pouco essa visão.

Algumas profissões se vão para dar espaço a outras

É inegável que algumas profissões devem ser substituídas pela tecnologia. Mas não se pode esquecer que, em paralelo a isso, uma enorme onda de novas atividades estão surgindo a todo o momento. Como citou Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil em um artigo, “como ocorreu nas outras revoluções tecnológicas, passaremos por um ciclo em que de fato alguns empregos deixarão de existir, mas outros serão criados”.

Há quinze anos atrás, não se falava em, por exemplo, seguir carreira como um desenvolvedor de aplicativos, cargo que hoje têm altíssima procura – que se justifica, por exemplo, pelo fato da plataforma Appstore ter passado de 5 mil para 5 milhões de aplicativos lançados desde sua inauguração há pouco mais de dez anos. Esse também é o caso da carreira de Youtuber, que hoje gera renda para milhões de pessoas ao redor do mundo. Com a famosa plataforma de vídeos tendo sido lançada no ano de 2005, como saberiam previamente que criar conteúdo online seria uma possível carreira se esse espaço digital nem existia? Esses são só alguns exemplos dentre as incontáveis profissões que surgiram a pouco tempo como desdobramentos de avanços tecnológicos.

Nessa mesma linha de pensamento, podemos prever que nos próximos anos diversas novas oportunidades surgirão. Um relatório do Fórum Econômico mundial afirma que, dos jovens que estão atualmente no ensino fundamental, pelo menos 65% atuarão em funções que nem existem ao ingressarem em suas carreiras profissionais. Ainda, estima-se que 85% das profissões mais relevantes do ano de 2030 serão novas, de acordo com um estudo da Dell Technologies com o IFTF (Institute For The Future).

Podemos aderir a um mindset orientado ao futuro

Uma vez assegurado o fato de que a única certeza que temos é a mudança, algumas das principais características que devem ser desenvolvidas pelos profissionais da atualidade são, certamente, a flexibilidade e adaptabilidade às novas contingências que surgirão. Dentro disso, ainda podemos enfatizar competências para se abrir os olhos ao gerir esforços no seu planejamento profissional: a multidisciplinaridade e o saber aprender.

Primeiramente, se tornar um profissional com uma visão sistêmica de diversas áreas é algo imprescindível quando falamos de um mundo em constante transformação. Afinal, tratando-se da geração de millennials no mercado de trabalho, pesquisas – como a realizada pela consultoria ManPower no ano passado – mostram que esses não só tendem a exercer diversas profissões ao longo da vida, como também se envolver em atividades de várias áreas paralelamente. 

Pensando nisso, buscar novas fontes de conhecimento é muito importante. O que nos leva para um segundo ponto, a necessidade de estar constantemente aprendendo. Como disse Alvin Toffler, “o analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”. Tratando-se desse viés, o nosso artigo traz os conceitos de Lifelong Learning e da regra das 5 horas podem lhe ajudar a refletir sobre um pouco mais sobre o tema.

Como conclusão, fica evidente o fato de que tentar lutar contra as transformações no mundo do trabalho é um esforço em vão. O caminho é substituir o sentimento de medo e ansiedade por uma mentalidade aberta à mudança. Afinal, cada vez se comprova mais que somos seres mutáveis, e com nossas carreiras profissionais não poderia ser diferente.

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