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Design thinking: conheça o conceito e como aplicá-lo

14 de julho, 2020

O termo Design Thinking já não é novidade no universo de tecnologia. Mas, de fato, você sabe o que define esse conceito e como ele pode ser agregado ao seu dia a dia para otimizar o desempenho e potencial de inovação na sua empresa? Ainda melhor, saiba que essa abordagem não se restringe a uma dinâmica de trabalho para projetos pontuais e presenciais, mas sim que ela é uma mentalidade que pode – e deve! – ser implementada na cultura da empresa mesmo no ambiente de trabalho remoto. Vem ver!

Afinal, o que é Design Thinking?

Em uma tradução livre, o termo significa “pensamento do design”, ou seja, o conceito deriva da ideia de capturar a essência criativa e estratégica dos designers e aplicá-la na cultura e processo de inovação empresarial. Mais do que uma estrutura de desenvolvimento de soluções para resolução de problemas de forma disruptiva, o Design Thinking é uma forma de pensar e ver o que está ao nosso redor, a partir de uma visão holística, sempre tendo como foco a percepção do consumidor final.

Dentro dessa abordagem, o Design Thinking se desdobra em um conjunto de práticas e processos. Entretanto, a essência do conceito está na lente dos profissionais que o implementam, a qual é orientada tanto por aspectos cognitivos e estéticos até os fatores emocionais e de empatia com quem será impactado pelos resultados de tal processo criativo.

Levando em conta que, cada vez mais, inovar é uma obrigação quando se trata de manter uma empresa viva e, principalmente, competitiva no mercado, não se pode seguir fazendo o mesmo de sempre e esperar resultados diferentes. É aí que o estabelecimento de uma cultura organizacional orientada pelo Design Thinking pode ter um papel essencial. Ao implementar essa nova metodologia, tende-se a ampliar significativamente o leque de ideias geradas, assim como o desenvolvimento e implementação de soluções que realmente façam sentido para os dinâmicos consumidores atuais.

Além disso, uma barreira muito comum nas empresas é a centralização do papel de estratégia e inovação na mão dos altos cargos de gestão. Por mais criativos e inteligentes que sejam esses líderes, a organização não estará otimizando seu potencial de inovação dessa forma . Nesse contexto, o Design Thinking também se estabelece como uma solução que irá criar um ambiente sistemático voltado a essa intenção inovadora, já que o diferencial dessa abordagem se dá pela colaboração multidisciplinar e a horizontalidade na geração de ideias e orquestração de soluções.

Ainda, é importante lembrar que o primeiro passo para a implementação dessa abordagem é o processo de transição de mentalidade nos times e na cultura da empresa. O espírito de cooperação e colaboração, tendo a criatividade como combustível e a empatia com os clientes sempre em primeiro lugar, são imprescindíveis para que o processo seja bem sucedido. Uma vez que esse mindset for consolidado, é possível partir para a prática.

Como colocar em prática?

Visto que essa se conceitualiza como uma forma inovadora de pensar, idealizar e implementar inovações em âmbito empresarial, as aplicações da metodologia dos Design Thinking são bastante variadas. Pode-se, por exemplo, usar essa abordagem visando desde a criação de um novo produto ou serviço até a estruturação de um novo modelo de negócio para a organização em questão. Seja qual for o objetivo e formato, em termos gerais, a estrutura tem como base algumas etapas principais: imersão, análise/síntese, ideação, prototipagem e testagem/implementação.

Primeiramente, a etapa de imersão é pautada, como o nome já sugere, por um mergulho sistêmico no contexto da empresa e do problema em questão, sob uma perspectiva interna e externa. Nesse ponto, quanto mais informações forem possíveis de serem coletadas, mais rica será a construção nas próximas etapas. Como ferramentas, existem uma infinidade de possibilidades, dentre elas a análise SWOT e o Business Model Canvas.

Na sequência, a segunda etapa tem por objetivo compilar todas as informações coletadas para que sejam analisadas de forma lógica e estratégica. Ainda, essa síntese deve ser apresentada da forma mais visual possível, para que se visualize bem o problema e insights valiosos sejam gerados. A utilização de mapas mentais pode ser uma técnica muito válida para essa etapa.

Logo após, inicia-se a etapa de ideação. Já tendo analisado bem o contexto problematizado sob a ótica do consumidor, agora é a hora de gerar o máximo de ideias para solucioná-lo, sem ter medo de errar. Nessa fase, ferramentas como o brainstorming e até a cocriação com clientes reais são muito úteis. Principalmente nesse ponto, estar trabalhando em um time multidisciplinar e diverso fará uma grande diferença.

Após a geração das ideias, essas serão selecionadas e transformadas em soluções palpáveis e práticas. Essa consiste na etapa de prototipagem, onde a primeira versão da solução será formulada. Seja o caso de um produto, um serviço ou uma nova prática organizacional, é preciso materializar minimamente o que foi desenvolvido em uma versão beta, um MVP (Minimum Viable Product) – ou como preferir chamar.

Por fim, uma vez definido esse protótipo, o resultado será colocá-lo na rua para teste. Dessa forma, a solução será validada pelos usuários e consequentemente poderá seguir sendo otimizada a partir de feedbacks desses clientes.

Como – e porquê – aplicar mesmo no trabalho remoto

Agora que fomos apresentados – ou relembrados – da abordagem do Design Thinking, podemos pensar que essa metodologia não funcionará na modalidade de trabalho remoto. Muito pelo contrário, essa pode ser inclusive uma grande oportunidade para otimizar os resultados e o potencial de inovação das empresas no momento atual.

Assim como no modelo presencial, de forma remota a dinâmica também partirá do estabelecimento de uma mentalidade de cooperação, espírito criativo e visão holística por parte dos times envolvidos. Da mesma forma, se passará pelas etapas do processo até que sejam estabelecidas soluções para os problemas elencados.

A mudança estará somente no formato. A comunicação deve ser mais próxima do que nunca, o que agora será feita por videoconferência e mensagens – Zoom, Teams, Discord, Whatsapp, o que preferir. Já para as etapas que envolvem a distribuição visual de ideias, os tradicionais post-its podem ser substituídos pela utilização de ferramentas como o Miro ou o Trello. E quanto à co-criação com os usuários reais, as redes sociais podem ser uma ótima alternativa para divulgar questionários e postagens com perguntas.

Já quebradas as barreiras de implementação, o que está esperando para por em prática a abordagem do Design Thinking na sua empresa? Como explicado, essa é uma oportunidade incrível para gerar soluções mais inovadoras, focadas nas necessidades reais dos clientes e que trarão vantagens competitivas para as empresas. Não só isso, essas práticas irão aumentar o envolvimento das equipes e a motivação dos colaboradores – ainda mais trabalhando remotamente – uma vez que esses participarão ativamente do processo de inovação na empresa.

Nós já aderimos a essa mentalidade. Vamos juntos?

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