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Conferência E-commerce Brasil RS 2019: três takeaways para sua estratégia

15 de novembro, 2019

A 4all esteve presente no E-commerce Brasil RS 2019, conferência que trouxe ao palco os principais players locais e nomes importantes do varejo brasileiro. Havia dois auditórios com palestras simultâneas e neste artigo vamos destacar os insights trazidos por Alexandre Birman (da Arezzo) e Vanessa Galera (do Facebook) entre outras feras do mundo digital e do varejo.

Conferência E-commerce Brasil RS 2019

Parafraseando Fernando Sabino: De tudo ficaram três coisas… Elegemos três takeaways principais do evento para compartilhar com o mercado.

1) Números, números, números… O que são e o que dizem sobre você!?

Empresas precisam considerar, cada vez mais, números, métricas e todas as formas de mensuração de performance. As falas do evento tornaram evidente que para construir as estratégias de plataformas digitais é muito importante usar os números. As pessoas que buscaram se formar em Administração ou Marketing porque não gostavam de matemática erraram. Agora não há mais lugar para isso. Todos devemos estar muito atentos a diversas métricas que ajudam a monitorar o desempenho de vários aspectos da empresa.

Os novos queridinhos da gestão são os chamados KPI´s (Key Performance Indicators), ou indicadores-chaves de desempenho. Para trabalhar com KPI’s é preciso selecionar em torno de 12 indicadores e controlar obsessivamente os resultados, utilizando a gestão para melhorá-los continuamente.

Alguns KPI´s mencionados como muito relevantes para garantir a sustentabilidade da empresa no longo prazo são:

– GMV — é o volume bruto de mercadorias vendidas;

– Margem de contribuição — para sobreviver no longo prazo, não basta ter volume, é preciso ter margem adequada;

– NPS (Net Promoter Score) — mensura a probabilidade de um cliente recomendar empresa / produto / serviço para um amigo ou parente.

“Os números são importantes, mas o que mais importa é o que eles significam e como são construídos. Nosso crescimento sempre foi baseado na sustentabilidade dos negócios. Queremos durar mais de 200 anos”. Alexandre Birman, da Arezzo.

Outra dica do Alexandre: “Não tente ser um pouco de tudo. Seja muito de poucas coisas. Só assim você conseguirá se destacar no mercado”.

2) Olho no Dragão!

Falando em números, um case internacional que merece atenção é a China. Ali as cifras são enormes e impressionam muito. Alan Chusid destacou cases como da We Chat e AliPay, empresas com mais de um bilhão de usuários cada uma. Se considerarmos que o Brasil tem atualmente uma população de 209 milhões de pessoas, podemos dizer que cada uma destas empresas conta com aproximadamente cinco vezes a população brasileira como clientes.

Qual foi o pulo do gato? Na China a transformação digital dos meios de pagamentos não começou pela parte financeira, mas sim pela digitalização do varejo. A China era uma sociedade com baixa utilização de dinheiro “vivo” mas sempre teve alta receptividade a pagamentos instantâneos, que permitem a liquidação instantânea também.

A digitalização dos meios de pagamento na China deu certo por quatro motivos principais:

a) Conceito único de privacidade na China — se eu não faço nada de errado, por que estou preocupado com a privacidade? Este é o pensamento de um chinês médio.

b) Governo chinês como sponsor — lá o governo pega junto.

c) Rápida penetração da internet móvel — adivinha onde o 5G irá chegar primeiro? Internet de qualidade em todos os lugares foi o grande segredo.

d) Mercado predominantemente por pagamentos em dinheiro — na China o cartão de crédito não pegou, os chineses foram direto das cédulas e moedas para os pagamentos digitais.

E o Brasil? Os dados apontam o crescimento das Fintechs brasileiras. E mais: somos o 4º. maior mercado no mundo. A 4all ficou feliz em ver a fintech Payly, de seu cliente, o Grupo Cosan, sendo destacada como uma das benchmarkings no mercado brasileiro.

3 — Jornada, experiência e a razão de tudo: o consumidor!

O desafio é levar novas experiências de compra para nossos consumidores, com a menor fricção possível. Para isso, uma dica de ouro é identificar quais os aspectos que estão faltando na jornada do cliente e oferecer serviços para atender essas necessidades, como consultoria, guias, dicas, etc.

Para escrever um bom conteúdo, leve em consideração os insights que surgem dos próprios clientes, quais as perguntas que eles costumam fazer, visite uma loja física e observe os clientes e os vendedores. Outro ponto é reconhecer os influenciadores que importam para seus clientes, não estamos falando de influenciadores digitais, mas sim de pessoas que estão presentes na jornada do cliente.

Já falamos de KPI´s, mas não custa relembrar: antes de impulsionar uma publicação ou fazer anúncios nas redes sociais, a empresa deve definir com clareza seus objetivos de Marketing. Além disso, a segmentação de clientes é fundamental: não utilize o mesmo anúncio para quem já conhece sua empresa e para quem você quer que conheça sua empresa. Devem ser usadas mensagens diferentes para estes dois públicos.

Em três tópicos, o evento tratou de: métricas, transformação digital de meios de pagamento e experiência do consumidor.

Trazendo Sabino de volta:

De tudo ficaram três coisas:

A certeza de que estamos começando.

A certeza de que é preciso continuar.

A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar.

Se sua empresa busca a transformação digital, tenha em mente estes ensinamentos: não desistir facilmente e estar sempre aberto ao novo. Conte com a 4all para essa jornada.

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