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Cloud Computing: a estratégia das big techs

30 de setembro, 2020

Uma das constantes entre as big techs como Google, Netflix, Amazon e Spotify é a aderência massiva à computação em nuvem. Mas não pense que isso é algo exclusivo às gigantes. De acordo com um estudo realizado pela SAS Brasil em 2019, 80% das organizações brasileiras já possuíam ou tinham planos de migrar para serviços de nuvem até 2020. 

       Ouvir que “nossos dados estão armazenados na nuvem” ainda te causa um certo desconforto? Vamos tranquilizar você. Nosso ecossistema digital já aderiu a esse formato e viemos te contar que adotar essa tecnologia é uma das maneiras mais descomplicadas, seguras e baratas para acessar e armazenar seus projetos e dados.

Cloud Computing descomplicado: o que é?

Esse formato se caracteriza por dispensar toda e qualquer estrutura física, fazendo com que serviços de rede, armazenamento de dados e sistemas passem a depender unicamente do acesso à internet. Ao adotar a computação em nuvem, se torna possível operar inteiramente em um ambiente virtual, o que faz com que se possa acessar o que está lá de qualquer lugar.

Dessa forma, o Cloud Computing parte da ideia de que sistemas computacionais não precisam ter como base um produto físico e próprio. Ou seja, não há necessidade em instituir e operar uma infraestrutura robusta para sustentar os softwares e o armazenamento de dados de um negócio. Pelo contrário, se baseia na lógica do compartilhamento e da percepção da computação como um serviço ao qual se pode adquirir acesso

É muito provável que você inclusive já utilize sistemas desse tipo sem nem perceber, como por exemplo ao utilizar ferramentas de armazenamento online (Google Drive, por exemplo) e serviços de streaming (Spotify, Netflix). Mas o potencial dessa tecnologia vai muito além, principalmente falando do âmbito empresarial.

Na prática: como aderir na minha empresa?

Quando se trata da implementação de serviços de computação na nuvem, existem distintas formas de adquiri-los. Em termos gerais, as empresas que provém esses sistemas têm a responsabilidade de certificar o acesso da rede, e para isso cobram uma mensalidade que condiz com a quantidade utilizada pela empresa contratante. Dentre as principais ofertas de cloud computing para negócios, as mais famosas são SaaS, PaaS e Iaas. Confira:

  1. SaaS (Software como serviço): Provavelmente o formato mais famoso e comum no dia a dia das empresas, o SaaS permite que se utilize um serviço de software sem que haja a necessidade de adquirir sua licença. Ou seja, você estará comprando temporariamente o acesso desse sistema através da nuvem, não sendo necessárias instalações ou configurações, e pagará pelo nível de utilização.
  1. PaaS (Plataforma como serviço): Já nesse modelo, a empresa estará adquirindo um ambiente completo e personalizado para o desenvolvimento de seus sistemas. Dessa forma, os serviços são flexíveis e podem ser adaptados às necessidades do negócio. A infraestrutura e manutenção do ambiente da plataforma na nuvem é uma responsabilidade do provedor, assim o negócio somente tem como foco a programação das aplicações. 
  1. IaaS (Infraestrutura como serviço): Por fim, o formato de Iaas permite que se contrate remotamente ferramentas para armazenamento de dados. É como um aluguel de servidores, redes e sistemas, no qual a empresa pode optar pela variação do tamanho de acesso ao longo do tempo.

Pra perder o medo: a nuvem é mesmo um “lugar” seguro?

Há um bom tempo que o conceito de cloud computing ou computação em nuvem vem se difundindo para além dos especialistas em tecnologia. Mas, apesar de já terem se deparado com a proposta, muitas pessoas e empresas ainda não compreendem bem como a coisa funciona e, consequentemente, tem receio em se jogar de cabeça nesse novo mundo. 

A gente entende o receio. Guardar o que você tem de valioso – seus dados, ideias, projetos – em um lugar que nem é de fato um espaço tangível parece loucura. Mas pode dormir tranquilo. Justamente o fato de você não depender de um servidor concreto é a garantia de que não há como perdê-lo ou corrompê-lo. 

Relacionado a isso, uma pesquisa realizada pela IDC aponta que 99% das empresas, ao adotarem serviços de nuvem, diminuíram significativamente o tempo de trabalho da sua equipe de TI. Levando em consideração que grande parte desses esforços são para a certificação da segurança dos dados armazenados, fica evidente o quanto essas soluções trazem uma garantia elevada. Viu como não há o que temer?

Se ainda não for suficiente: Quais são outros benefícios dessa opção?

Uma vez solucionada a objeção da segurança – a qual é primordial quando falamos de ativos valiosíssimos para as empresas – vale ressaltar que os benefícios de se apostar na computação em nuvem não acabam por aí. Reunimos alguns – dentre os vários – fatores que são provas de que não adotar esse formato pode ser um equívoco:

  1. Menores custos de infraestrutura: Ao adotar serviços de nuvem, poupam-se inúmeros gastos com sistemas de hardware e software próprios, assim como esforços de instalação e manutenção. Além de que, já que tudo fica no ambiente online, o espaço físico antes dedicado a servidores e máquinas fica disponível. O estudo realizado pela IDC afirma que 77% das empresas sentiram uma diminuição considerável nos custos com TI ao migrar para serviços de nuvem.
  1. Facilidades no Home office: Como a única exigência para o acesso aos dados empresariais de forma remota passa a ser a conectividade à internet, trabalhar de onde quiser se torna algo muito mais acessível.
  1. Informação compilada em um único local: Não há motivos para fragmentar o acesso aos dados e programas utilizados pelos colaboradores no dia a dia. Ao manter tudo na nuvem, ganha-se praticidade e produtividade.

Aqui no ecossistema 4all, já utilizamos a estratégia de computação em nuvem como base para grande parte de nossas soluções, além de adotar esses sistemas em nossos processos internos. Inclusive, nossos profissionais de TI possuem certificações de Cloud Practitioner e Developer da Amazon Web Services (AWS), credenciando-os como especialistas na área.

Essa estratégia já é uma tendência no mundo dos negócios e tem muito a agregar positivamente. Comece a agora a repensar formato de operacionalização e armazenamento de dados do seu negócio!

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