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O que você precisa saber sobre tokenização

8 de janeiro, 2019

Token é um recurso de segurança que gera um código identificador digital exclusivo, aleatório e temporário para proteger dados sensíveis. A tokenização é um passo revolucionário para excluir o fator humano das interações e garantir a segurança de todos os dados tokenizados.

Por ser instantâneo e durar poucos segundos, o token é muito utilizado para autenticar transações financeiras online, especialmente de bancos. Mas o conceito está cada vez mais amplo e sendo aplicado a outros segmentos. Antes que se perceba, isso fará parte de diversas esferas do cotidiano das pessoas.

Segurança dos dados

A história recente tem nos mostrado que a segurança dos dados é algo cada vez mais premente numa sociedade conectada e que deixa pistas em todas as ações que faz online. No Brasil, foi sancionada há pouco tempo a Lei Geral de Proteção dos Dados (LGPD), que regula e esclarece o uso de dados pelas empresas e também protege os usuários. Mas antes mesmo de essas normas entrarem em vigor e as organizações se adaptarem, já havia a preocupação com a segurança de dados sensíveis, como os do cartão de crédito e de outras transações financeiras, como já foi mencionado. Por essa via tem-se capilarizado a tokenização. Trata-se de uma maneira de manter ativos seguros digitalmente, afastando o risco de serem descriptografados ou interceptados por malwares ou pessoas sem boas intenções e mitigando riscos em operações virtuais, pois essas informações ficam guardadas em um ambiente seguro, uma espécie de cofre virtual.

Tokenização de ativos

Antes de entrarmos no principal tópico deste parágrafo, é importante contextualizar a chamada blockchain.

Blockchain é uma tecnologia de registro distribuído, que visa à descentralização como medida de segurança através de uma rede de validação multipontos que elimina intermediários.

Por exemplo, por meio da blockchain, já é possível tokenizar ativos imobiliários, commodities e outros. Um ativo tokenizado é um contrato digital emitido usando a tecnologia blockchain e vinculado a um documento jurídico que representa um ativo real. Ou seja, o detentor do token é detentor do ativo que aquele token representa.

Nesse caso, tokenização representa, também, o processo de conversão de alguma forma de ativo em um token que pode ser movido, gravado ou armazenado em um sistema blockchain.

Dashboard Atlant Exchange

Por exemplo, a plataforma imobiliária ATLANT foi lançada em março de 2018 e permite a tokenização da propriedade imobiliária, possibilitando que donos de imóveis desenvolvedores tokenizem seus ativos e os listem para negociação na blockchain. A Medium — esta plataforma de publicações de histórias online — utiliza tokens de integração para uso de aplicativos por terceiros. Os tokens concedem acesso de publicação à determinada conta, o que autoriza outros autores a contribuírem com novas histórias, substituindo a necessidade de login e senha

Tokens de integração da Medium

Tokenização, mudança de comportamento e desintermediação

Como comentamos, a tokenização promete mudar a forma como as classes de ativos são compradas e vendidas, democratizando o processo de possuir. Assim, a blockchain torna-se um alternativa simplificada e otimizada para os mercados tradicionais e uma maneira única de compartilhar a propriedade de objetos exclusivos, como obras de arte ou imóveis, porque elimina intermediários. Por tudo isso que foi dito, atualmente a posse está assumindo um novo significado, empoderando ainda mais a relações peer-to-peer e dando um novo em relação ao ser e ao ter.

Estamos falando sobre uma técnica inovadora que requer soluções inovadoras e grande revisão de formas obsoletas de gerenciar negócios. Devemos estar prontos para essa mudança porque ela é definitiva. Os tokens irão levar a nossa vida para um nível totalmente novo e fazem parte da transformação digital na prática. O que você pensa sobre esse assunto? Deixe um comentário e contribua com a discussão 😉

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