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O que a Pixar e a franquia Star Wars têm a ver com o crescimento da sua empresa?

4 de junho, 2019

A história da Pixar é curiosa. Pouco sabem, mas a empresa começou por causa dos filmes de Star Wars. Ela nasceu de uma divisão da Lucasfilm, que tinha como foco aperfeiçoar os softwares de computação gráfica da época. Estamos falando da década de 1970, em que George Lucas, criador da saga Star Wars e fundador da Lucasfilm, não tinha os recursos necessários para fazer os efeitos especiais do filme e, por isso, precisava se modernizar para que suas ideias saíssem do papel.

George Lucas e Mark Hammil nas gravações de Star Wars em 1976

A divisão recebeu, então, o nome de The Graphics Group e aperfeiçoou diversas ferramentas gráficas da empresa. Eles evoluíram a tal ponto que animações 3D nasceram como forma de testar os softwares criados. Em 1986, após enxergar potencial na ideia da empresa, Steve Jobs a comprou e a nomeou Pixar.

Steve Jobs na época da Pixar

Essa trajetória pode ser vista hoje em dia. As empresas têm buscado se adaptar e se transformar digitalmente. Mas esse processo não pode ser de apenas se inserir no ambiente digital. Todos os setores e processos da empresa tem que se desenvolver e implementar inovações para que seu mindset seja digital. E foi a Lucasfilm fez há 40 anos.

George Lucas enxergou que precisava mudar. Que precisava buscar as inovações necessárias para que sua empresa pudesse se adaptar aos desafios que estavam vindo. O resultado foi a criação de um setor especializado nisso, que auxiliou nas dificuldades da empresa criando novos processos digitais para suprir as dificuldades que encontravam.

Tempos modernos

Trazendo para o momento atual, temos o Magazine Luiza. Eles entenderam que havia a necessidade de pensar como uma tech company ao digitalizar processos e o próprio negócio para se adaptar ao mercado. Uma das soluções foi a criação do Luizalabs, um laboratório de inovação dentro da empresa, que conta com uma equipe de 400 pessoas com um objetivo: transformar uma organização tradicional numa companhia essencialmente digital.

A ideia era fazer essa transição para o online de forma menos agressiva e mais controlada, trazendo as dores da empresa e do cliente para aplicar inovações possíveis. O resultado foi incrível: um crescimento de 600% no lucro líquido da empresa com os diversos produtos e aperfeiçoamentos que nasceram da iniciativa.

Luiza Labs é um case de inovação brasileiro que gerou resultados sem precedentes para a empresa

A criação de um espaço voltado para resolução de problemas e desenvolvimento de ideias foi a estratégia certa para conseguir se inovar de dentro para fora.

Muitas empresas tentam trazer a solução de fora para atualizar seus desafios, mas o Magazine Luiza viu que se aperfeiçoando internamente e conseguindo levar o propósito da empresa ao seu ápice com os seus funcionários, é possível transformar o mindset da organização para algo totalmente voltado para o digital.

Outras empresas já se utilizaram dessa estratégia: a gigante Amazon possui o Lab 126, seu laboratório que foi responsável pela criação dos Amazon Kindle e do Amazon Echo. Eles sempre buscam criar produtos e melhorias que sejam fáceis de implementar e que estejam altamente integradas ao comportamento de consumo para atender seus clientes.

O Vivo Digital Labs é o centro de desenvolvimento e inovação da operadora de telefonia Vivo. Possui todo um ecossistema organizacional baseado nas empresas do Vale do Silício e busca acelerar o desenvolvimento da empresa para garantir uma melhor entrega para seu cliente. Por isso lá nascem projetos que avaliam e buscam mudar desde o relacionamento com o cliente até o produto final que será entregue.

Até o The New York Times buscou se desenvolver e criou o The New York Times Research & Development, onde a empresa pesquisa tendências tecnológicas e as coloca em prática. Principalmente referente à análise de comportamento de seus consumidores. Softwares foram implementados para entender a interação dos usuários do site e do aplicativo com os textos criados, quais palavras eles costumam selecionar para pesquisar sobre ou em quais parágrafos do texto o usuário tem mais tempo de leitura. Esses dados ajudam a se aprofundar no quanto um leitor está engajado com o texto, em quais conteúdos mais chamam a sua atenção e na sua jornada ao consumir os produtos da empresa.

Transformação digital é sobre o quê?

Todos esses laboratórios citados são reflexo de uma mudança que se tornou necessária no contexto atual. Se adaptar para sair à frente no ambiente digital é algo fundamental para que uma empresa consiga conquistar seu espaço no mercado e sobreviver a evolução digital. Se adaptar implica numa mudança humana, muito além de apenas estar presente em todas as mídias e utilizar as melhores plataformas tecnológicas do mundo. Os laboratórios de inovação possuem um atributo organizacional importante, criando um ambiente novo onde a criatividade e a essência da empresa podem ser exploradas ao máximo.

A transformação digital nasce ao acumular os cérebros certos, no ambiente certo e sabendo enxergar tudo o que a empresa precisa para atender e encantar o público consumidor. Como diz o CEO da 4all, Zé Renato Hopf.

“Transformação digital é mais uma questão de atitude do que de tecnologia”.

Para saber mais, estas foram algumas das fontes consultadas:

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